sábado, 12 de agosto de 2017

Confiança no cidadão, é a diferença. Eternidade, Holanda!



A Holanda é o pesadelo da classe média brasileira e da família de bem


By Carta Campinas / in Geral, Manchete / on sexta-feira, 11 ago 2017 04:20 PM / 7 Comments

 

Holanda: o pesadelo da classe média brasileira e da família de bem
Por Paulo Paganini
Dizem que o sonho de toda classe média brasileira é ser parte da Europa. Mas há ao menos uma exceção: a Holanda. A Holanda é o pesadelo da classe média brasileira e da família de bem.

Imaginem a reação desta classe ao descobrir que toda família recebe uma bolsa por filho para que tenham acesso à cultura e à arte. “Que absurdo!”, diriam. “Bolsa para sustentar vagabundo? Coisa de petista que mama na Lei Rouanet e agora quer dar acesso para pobre?”. “Porque o filho de uma amiga conhece um rapaz que tem um tio que viu um cara bebendo num bar. Certeza que era com essa bolsa esmola!”

Sobre a educação de qualidade e universal, a classe média, aquela que mora nos Jardins, iria amar ver seus filhos estudando ao lado de filhos e filhas de pessoas que trabalham com faxina, construção, caixa de supermercado. “Como este governo ousa misturar minha família com serviçais?”

E a prostituição? O governo holandês regulamentou a prostituição. Se fosse no Brasil, isso causaria pânico, desespero, perda de cabelo, urticária e siricutico nas pessoas de bem. “O que vou dizer ao meu filho quando ele ver uma moça numa vitrine oferecendo serviços sexuais em plena luz do dia?” Embora reconheço que existem diversos problemas relacionados a esta pauta e que valeriam para um outro texto, certamente a família “cristã” tradicional brasileira iria à loucura numa eventual regulamentação desta profissão.

Maconha também é regulamentada na Holanda, ao passo que pena por crimes de menor grau é branda. E eis que surgem as pessoas de bem para garantir que bandido bom é bandido morto e que “se fosse na ditabranda, isso jamais iria acontecer”. Então, lutando por dias melhores, a linda classe média demandaria a mudança certa destes pontos. “Lugar de bandido é na cadeia!”, diriam aos berros enquanto chamam a bandeira do Japão de bandeira comunista. “O favelado tem que pagar com pena dura se for pego com drogas”.

Em caso de um membro da família da classe média ser pego, eis a pena alternativa: “Ah, era apenas um cigarro. E o Afonsinho ainda é só um menino”, no auge dos seus 25 anos. “Já chamamos o advogado da família para lidar com isso. E o Afonsinho já pagou a pena dele, pois cortamos a mesada dele pela metade e cortamos também a viagem deste final de semana.” Agora imaginem esta classe média inserida num lugar onde existe regulamentações e mais regulamentações que ampliam direitos e estendem as situações de igualdade…

Ok. Até certo ponto a classe média tradicional aceitaria, ou ao menos engoliria, tais regulamentações. Mas tem uma que não dá. “O que?? Ciclovia??”. Se transposta do Brasil para a Holanda, a classe média iria à loucura ao descobrir que o carro é o último na lista de prioridades das leis de trânsito locais. Num lugar onde bicicletas, pedestres e transporte público têm prioridade em detrimento ao carro, isso seria veementemente repudiado pela família de bem. “A gente se esforça pra comprar um carro e vem esse governo comunista dar preferência para bicicleta?”

No fim das contas, a classe média brasileira e todo o leque conservador da sociedade aceitaria alguns pontos desta lista uma vez que os consome. Aceitariam, com muito custo, uma educação menos elitista e de qualidade. Aceitariam, numa situação muito hipotética, a regulamentação da prostituição após romperem com sua hipocrisia e assumir que os barões médios e os pequenos burgueses consomem este tipo de serviço. Aceitaria até mesmo a maconha circulando de forma regulamentada, e assim o Afonsinho poderia fumar tranquilamente, embora isso seja uma afronta aos bons costumes.

Mas ciclovia? Essa a classe média negaria irredutivelmente. “Não vou trocar o conforto do meu SUV por uma bicicleta. E sou livre, tenho o direito de andar com meu SUV sem ninguém me incomodar! Vão colocar ciclovia na puta que pariu, mas não aqui!! Prioridade para outros meios?? De jeito nenhum! Eles que comprem um carro. E que seja um carro decente, senão vai deixar a cidade ainda mais feia com aqueles carros baianos de pobre!”

*Não trago, e não busco trazer aqui, o debate sobre a mercantilização destas pautas e a dominação de tais mercados por grandes grupos. Busco apenas ilustrar de forma rasa o pensamento médio brasileiro, sem intuito algum de aprofundar estes pontos neste texto. (Do ONovelo)

PS do Carta Campinas: E olha que há muito mais pesadelos para se ter com a Holanda. Por exemplo, foi o primeiro país da Europa a legalizar a adoção de crianças por casais homossexuais. E também na Holanda a legislação não criminaliza a mulher  em relação ao aborto desde 1981.

E também, o mais odioso de todos os pesadelos da Holanda: o país fecha prisões por falta de bandido.

sábado, 13 de maio de 2017

Mundo virtual em ataque!



Empresa de antivírus diz que ataque hacker já se estende por quase 100 países






  • 13/05/2017 11h51
  • Praga
Da EFE
A empresa tcheca de antivírus Avast, que figura entre as dez maiores do mundo no ramo, informou hoje (13) que o ataque hacker registrado ontem (12) em mais de 70 países já afeta 99 Estados. "Já estamos vendo 75 mil detecções do WanaCrypt0r 2.0 em 99 países", informou no blog da Avast o especialista em informática Jakub Kroustek. As informações são da agência de notícias EFE.

Segundo Kroustek, o ataque dos hackers está voltado, "sobretudo, contra Rússia, Ucrânia e Taiwan", e "infectou com sucesso grandes instituições como hospitais ao longo da Inglaterra e a empresa de telecomunicações espanhola Telefónica".

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O especialista tcheco informou depois no Twitter que ocorreu uma rápida escalada nos ataques, que "chegaram a 100 mil em menos de 24 horas".

Além disso, Kroustek confirmou que a Rússia registrou 57% dessas detecções.

A Avast teve conhecimento da primeira versão do WanaCrypt0r em fevereiro e indicou que ele está disponível agora em 28 línguas diferentes, "desde o búlgaro até o vietnamita", segundo Kroustek.

O WanaCrypt0r é um tipo de ransomware que limita ou impede aos usuários o acesso ao computador e seus arquivos e solicita um resgate para eles possam ser acessados de novo.

Este resgate é geralmente pago em uma moeda digital, frequentemente o bitcoin, o que dificulta seguir o rastro do pagamento e identificar os hackers.



quarta-feira, 3 de maio de 2017

Investigação da Odebrecht



Entidades pedem investigação da Odebrecht na República Dominicana
  • 02/05/2017 17h54
  • Santo Domingo



Da Agência EFE
 

O publicitário João Santana, que foi assessor de Danilo Medina em campanhas eleitorais Reprodução/TV Brasil

Organizações da sociedade civil da República Dminicana interpuseram hoje (2), perante a Procuradoria-Geral da República, uma denúncia na qual solicitam uma investigação para determinar se a construtora brasileira Odebrecht financiou a campanha eleitoral do presidente do país, Danilo Medina, em 2012.

As entidades, entre elas a Participação Cidadã, afiliada à organização não governamental (ONG) Transparência Internacional, também pediram que a empreiteira seja investigada para que se saiba de deu dinheiro para a modificação da Constituição que, em 2015, permitiu a reintrodução da reeleição, que Medina conseguiu nas eleições de 2016.

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Segundo as organizações que fizeram a denúncia, "a dúvida" que as autoridades devem esclarecer é se o Partido da Liberdade Dominicana (PLD) "recebeu verbas da Odebrecht, por meio das empresas Polis Caribe e Cine&Art2013, ambas de propriedade do publicitário João Santana, como afirmam vários altos funcionários em instâncias judiciais do Brasil".

"Caso se confirme a veracidade das delações premiadas no Brasil desses funcionários, teria sido violada na República Dominicana a sua Constituição e também a Convenção Interamericana dos Direitos Humanos, o Código Penal, a Lei Eleitoral e a Lei de Lavagem de Dinheiro", afirmaram as entidades no texto da denúncia. De acordo com tais entidades, a lei eleitoral do país "é clara e reiterativa em tipificar e penalizar o ilícito do uso de fundos estrangeiros em campanhas internas".

Medina negou, em 8 de março último, ter recebido dinheiro da Odebrecht para financiar a campanha eleitoral de 2012, que o levou pela primeira vez à Presidência.
João Santana, principal assessor de Medina, que dirigiu campanhas presidenciais no Brasil e em outros países da América Latina e da África, foi condenado em fevereiro a oito anos de prisão por seus vínculos com a rede de corrupção na Petrobras.

A Odebrecht, que admitiu o pagamento de US$ 92 milhões em propinas para vencer licitações públicas na República Dominicana, fechou um acordo com a Procuradoria do país caribenho mediante o qual terá que revelar quem recebeu esses pagamentos irregulares, além de desembolsar US$ 184 milhões nos próximos oito anos em indenizações.